
Uma leitura não serve para prever o que vai acontecer, mas para clarificar o que já está em cima da mesa.
Terapias · 15 Ago 2026
O tarot mediúnico junta a leitura das cartas à intuição da terapeuta. As cartas dão imagens e estrutura, e a leitura acontece na conversa, a partir da pergunta que trazes.
A qualidade da pergunta muda o resultado. "Vou mudar de emprego?" abre pouco, porque pede uma resposta fechada. "O que é que me está a prender neste trabalho?" abre bastante mais, porque devolve o assunto para onde ele pode ser trabalhado.
Não fazemos diagnósticos, não prescrevemos e não pedimos a ninguém que abandone acompanhamento médico ou psicológico. O que trazes para a sessão fica na sessão.
As leituras são em Telheiras, uma pessoa de cada vez, em sala reservada.
Numa leitura de tarot comum, o significado vem das cartas e da sua posição na tiragem. Há um sistema por trás, aprende-se, e duas pessoas formadas leem a mesma tiragem de forma parecida.
No tarot mediúnico as cartas continuam a fazer esse trabalho, mas servem também de ponto de partida para o que a terapeuta capta durante a sessão. É por isso que a mesma tiragem, com duas pessoas diferentes à frente, dá conversas diferentes: o que chega não vem só do baralho.
Começa pela conversa, não pelas cartas. Precisamos de saber o que te trouxe — não os pormenores todos, mas o suficiente para a pergunta ficar bem formulada.
Depois faz-se a tiragem e lê-se em voz alta, carta a carta, a explicar o que cada uma traz e como se liga às outras. Interrompes sempre que quiseres: uma leitura em que a pessoa só ouve vale metade.
No fim há espaço para voltar atrás a alguma carta que tenha ficado a ressoar. A sessão dura cerca de uma hora.
As perguntas fechadas fecham a leitura. "Ele volta?", "consigo o lugar?", "é este o ano?" — todas pedem sim ou não, e o sim ou não é a parte menos útil do que o tarot tem para dar.
As que abrem começam quase sempre por o quê ou como: "o que é que eu não estou a ver nesta relação?", "como é que me posiciono nesta mudança?", "o que é que está a pesar mais do que eu admito?". Devolvem o assunto para onde ele pode ser trabalhado — que é contigo.
Se chegares sem pergunta, também está bem. Fazemo-la juntas no início.
Não fazemos previsões com datas, não lemos a sorte de terceiros que não estão na sala, e não dizemos a ninguém o que deve fazer da sua vida. Não trabalhamos com medo: não existem cartas más, nem leituras que se resolvam com um trabalho pago à parte.
E não substitui acompanhamento médico ou psicológico. É uma conversa com estrutura, para clarificar o que já está em cima da mesa.
Se for isso que procuras, a leitura de tarot é feita em Telheiras, com marcação prévia.
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